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A geleia mais cara do mundo

Comer é uma arte. Das opções salgadas aos cativantes doces, a gastronomia tem nos apresentado diversas possibilidades para transformar em uma rica experiência o ato de consumir uma refeição. E, aqui, podemos incluir a geleia como parte dessa deliciosa equação.

Só que, para este post, não vamos nos manter no amplo universo desse suculento doce, mas em um, particularmente: trata-se da geleia mais cara do mundo. Já ouviu falar?

O produto foi lançado em 2006, mas não demorou  nada para cair no gosto do paladar do seu seleto público.

Qual é a origem da geleia mais cara do mundo?

Em 2006 a empresa britânica F. Duerrs & Sons comemorou em grande estilo os seus 125 anos de atuação no mercado. O presente, para muitos, não poderia ser mais agridoce: tratava-se de uma geleia que foi avaliada como a mais cara do mundo: 1.100 libras (o equivalente a 1.630 euros, na época).

Quer saber a receita desse peculiar produto? Lá vai:

  • Laranjas de Sevilha, na Espanha;
  • Uísque;
  • Champanhe;
  • Folhas de ouro.

Um ou outro segredinho caseiro também deveria compor a produção da geleia, mas que não foram compartilhados pelos seus fabricantes.

Como a geleia mais cara do mundo se popularizou?

De imediato, a divulgação de um pote de geleia que custasse 1.100 libras era manchete dos jornais por si só. No entanto, a F. Duerrs & Sons apontou algumas curiosidades que pudessem justificar o preço do seu produto.

Ao produzir a geleia, foi utilizado um uísque de renome no país: o Dalmore 62, da Whyte & Mackay. Caso você não tenha profundo entusiasmo ou conhecimento de uísques, a garrafa do produto custava em torno de 47.400 euros. O champanhe, por sua vez, não fica atrás em notoriedade: é um Pol Roger Cuvée Sir Winston Churchill, de 1996.

Como se não houvesse glamour suficiente, a receita era complementada com folhas de ouro de 24 quilates. Mais interessante que isso tudo é o preço de uma simples torrada coberta com a rebuscada iguaria: 113 euros. Na cotação atual, isso nos custaria R$ 446,19.

Qual é a sensação no paladar ao provar a geleia?

De acordo com o diretor-gerente da F. Duerrs & Sons, Mark Duerr, o produto possuía uma característica única e, aos jornais, ele declarou que “a presença do uísque se nota imediatamente, mas o champanhe é mais sutil”.

Segundo o Duerr, a escolha pelos ingredientes eram facilmente explicadas pela relevância histórica de cada um deles. O champanhe, por exemplo, foi escolhido por ser o favorito de Churchill para acompanhar o café da manhã do então primeiro-ministro do Reino Unido.

Detalhe: ele era um assíduo consumidor dos produtos da empresa. Daí a homenagem póstuma ao político que fez muito de sua fama durante a Segunda Guerra Mundial. Inclusive, uma popular frase sua justificava o champanhe acompanhado de torradas e geleia:

“Nos momentos de vitória, eu mereço. Nas derrotas, preciso”, disse, certa vez, Churchill.

Inicialmente, a ideia dos seus idealizadores era comercializar a geleia mais cara do mundo apenas em leilões, até que um quilo do produto se esgotasse. Vale apontar que a ideia da empresa era reverter os lucros com a geleia para uma organização beneficente em Manchester.

Acontece que os afortunados que provaram o produto aprovaram o seu sabor. E, quem não chegou perto de molhar a sua torrada, passou vontade. Por isso, a F. Duerrs & Sons não tardou em dar uma resposta ao público e produziu uma geleia similar — não tão cara ou exótica, mas que apaziguasse os ânimos e paladares curiosos.

Voltando ao “mundo real”, aqui na Mazé Doces não usamos ouro e nem champagne em nossas geleias, mas garantimos que a combinação de fruta fresca, açúcar e carinho formam uma delícia sem precedentes!

São diversos sabores de geleias caseiras e irresistíveis.

E se quiser uma dica para acompanhar a nossa geleia de morango não deixe de conferir essa receita de truta com geleia!

O que achou da geleia mais cara do mundo? Você compraria?

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